Por que a Selic caiu e como isso te afeta?

Por que a Selic caiu e como isso te afeta?

TAXA SELIC

Se você acompanha a economia sabe que um ponto importante que os investidores acompanham são as taxas de juros cobradas no país através de vários índices como IPCA, IGMP, taxa Selic etc. Uma das taxas básicas mais importantes é a taxa Selic que, nos últimos tempos, vem sofrendo sucessivos cortes.

 Atualmente ela está no menor patamar da história com 2% ao ano. Mas afinal, o que isso significa e como afeta a sua vida?

Conceito: O que é a taxa Selic?

A taxa Selic é taxa básica de juros da economia. Ela é a referência para alguns investimentos e juros que são cobrados no país como os juros dos títulos do tesouro, da renda fixa, das linhas de crédito, entre outros.

Ela é definida por um grupo dentro do banco central chamado Copom que revisa a taxa a cada 45 dias.

Qual sua importância?

         Ela é importante para a rentabilidade dos investimentos na renda fixa e para regular a economia como um todo no que se refere aos empréstimos, inflação e aquecimento da economia.

 A Selic juntamente com outras taxas serve como indicador da situação econômica, o governo a usa para incentivar ou desincentivar o consumo.

Com a Selic alta o poder de compra diminui já que os empréstimos e juros ficam mais caros. E o contrário acontece quando a Selic cai, assim o crédito fica mais acessível e as pessoas são incentivadas a gastarem mais.

         Devido a Pandemia do corona vírus o consumo caiu muito por conta da alta no desemprego e a proibição da circulação de pessoas nas ruas.

Isso fez com que houvesse um comportamento chamado entesouramento, que é quando as pessoas guardam dinheiro em casa por medo das incertezas do futuro.

         Mas com uma menor taxa há um incentivo para aqueles que precisam tomar empréstimos, o que vem sendo necessário para empresas e pessoas. Isso também ajuda o governo com a própria dívida pública que é reduzida em razão dos juros menores.

Por que a taxa Selic vem caindo drasticamente nos últimos tempos?

Desde 2017 a taxa Selic tem caído e nos últimos anos tem atingido patamares extremamente baixos. No início de 2019 ela se encontrava em 6,5%, atualmente, em agosto de 2020, ela está em 2%, o patamar mais baixo da taxa desde sua criação.

Desempenho da taxa Selic real (com desconto da inflação)

Desempenho da taxa Selic real (com desconto da inflação)

O motivo dessa queda é uma estratégia do governo para regular a economia. A queda da taxa reflete a intenção do governo de incentivar a tomada de empréstimos, circulação de dinheiro e controlar a inflação.

Relação da inflação e da Selic

As duas tem relação inversamente proporcional, ou seja, quando uma aumenta a outra diminui.

Quando os juros caem mais pessoas pegam empréstimos já que os juros estão baixos, com isso há mais dinheiro circulando e consequentemente a inflação aumenta.

A inflação é baseada na relação entre a procura e demanda por determinados produtos e serviços. Com mais compradores a procura por produtos aumenta, assim como os preços.

Essa maior circulação de dinheiro é conhecida como “aquecimento da economia”.

Qual a tendência da Selic?

A tendência por enquanto é que a taxa permaneça com um baixo rendimento.

Porém, o que se apresenta em outros países desenvolvidos é a permanência de taxas de juros baixas.

As taxas de juros no Brasil já chegaram a ser uma das maiores do mundo. Segundo uma pesquisa feita pela Infinity Asset e a Money You em maio de 2020 o Brasil ocupava a 10° posição entre 40 países com maior taxa de juro nominal (juros sem o desconto da inflação).

Outros países desenvolvidos como Coreia do Sul, Canadá, Estados Unidos e Alemanha possuem taxas menores que 1% e algumas chegam a não ter rentabilidade, como é o caso da Alemanha.

Devido a pandemia diversos outros países decidiram cortar as taxas de juros, segundo o Estadão eles representam 48,5% dos países.

Como isso afeta os consumidores e os investimentos?

Para quem consome isso representa um incentivo ao consumo.

Os investidores com ativos de renda fixa, como títulos do tesouro, tendem a migrar para investimentos com maior risco, como a bolsa de valores e fundos imobiliários, já que a renda fixa paga menos.

Já os investidores estrangeiros tendem a tirar o dinheiro do Brasil e migrar para ativos mais seguros como o ouro e o dólar. Para saber um pouco mais sobre o dólar leia o artigo Por que o dólar não cai?

Portanto, é bom estar atento as mudanças do mercado econômico para entender qual é a melhor hora para comprar determinados ativos e vender outros, como está o cenário econômico presente e as projeções para o futuro.

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Sobre a autora

Olá, meu nome é Camila Santos. Sou redatora freelancer, gosto de escrever sobre diversos assuntos. Para me conhecer melhor acesse meu perfil no LinkedIn.

 

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